O Ano Novo, desde a mais remota época, sempre foi celebrado nas diversas culturas humanas e, independente da data em que era comemorado, marcava a transição de um ciclo de vida para o outro, fechando um capítulo e abrindo outro na senda misteriosa da existência.
As datas variavam para cada povo em função de fatores climáticos, conjunções planetárias, posição de determinadas estrelas, mudanças de estações, festas religiosas, datas do calendário agrícola ou pastoril, enchentes de rios, chegada de monções ou das chuvas. A noção de fim ou início de um ano-calendário tinha pouca importância para os povos antigos cuja sobrevivência dependia do clima e das variações do fornecimento de alimentos.
O fato é que os diversos povos o celebram numa perspectiva alvissareira, na esperança de que os dias e o tempo que estão por vir sejam melhores, mais abençoados e promissores do que o que ficou na esteira do tempo. A esperança, na verdade, motiva o Ano Novo. Do âmago de cada um, uma pergunta silente ou manifesta emerge: o que nos trará o ano novo?
As previsões são comuns no imaginário coletivo e sempre se especula sobre o que há de vir. No entanto, em vez de cismar a esmo acerca do futuro, o melhor a fazer é agir na construção desse futuro. Cada um há de arregimentar todas as suas forças e direcioná-las unicamente no sentido do bem, se, de fato, almeja um belo futuro para si e os seus.
Sempre podemos mudar um pouco o mundo, começando por influenciar positivamente as pessoas ao nosso redor e fazer o “nosso mundinho” um pouco melhor. Toda mudança requer sacrifícios. Talvez deixar um vício que está prejudicando a saúde física pessoal e a emocional da família. Talvez seja preciso olharmos mais para os outros e menos para nós próprios, para aprendermos a ser gratos por tudo o que somos e temos. Talvez seja preciso recomeçar, refazer, juntar cacos... O que não podemos é entregarmo-nos ao desânimo, cruzar os braços e esperar que o mundo mude para depois tomarmos uma atitude.
Final de ano ou princípio Ano Novo são também tempos de mensagens positivas, de esperança, de Paz, que são comuns nesta época e geralmente nos emocionam e nos fazem acreditar que dias de bonança virão. Afinal, uma virada de ano é sempre um recomeço, quando se faz a análise do que passou e o planejamento do que se pretende.
Assim, não nos resta outra saída senão adotar uma postura otimista e, apesar das dificuldades, encontrar ânimo, força de vontade e acreditar em nosso potencial individual e coletivo para colocarmos novamente as coisas nos eixos. Que seja feliz, muito feliz o Novo Ano para todos nós.