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Fundador Oswaldo Zanello - ANO XXIV - N.º 1731.

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PE. ADRIANO LUCHI: “O BOM CATÓLICO É AQUELE QUE SEGUE AS ORIENTAÇÕES DE SUA IGREJA” (26/03/2009)

No ano em que completa 10 anos de ordenação presbiteral, o Pe. Adriano Marcos Luchi assume como pároco a Catedral de Colatina. Padre Adriano é natural de São Roque do Canaã, nascido no dia 21 de julho de 1973. Nesta semana ele recebeu a equipe do Folha do Norte e concedeu esta informal entrevista:

O senhor pode nos explicar a diferença básica entre pároco, vigário paroquial e administrador paroquial?
O pároco é o pastor próprio da paróquia a ele confiada. Ele é chamado a exercer o múnus de ensinar, santificar e reger. O administrador paroquial tem os mesmos deveres e os mesmo direitos do pároco, salvo determinação contrária do bispo diocesano. O vigário paroquial, também nomeado pelo bispo, exerce sua missão pastoral em uma paróquia em fraterna caridade e estreita sintonia com o pároco.

Onde o senhor estudou e qual sua experiência de trabalho junto à Igreja?
Eu estudei em Vitória, no Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória. Fiz estágios pastorais nas Paróquias da Virgem Maria (Itacibá), São José (João Neiva ), São Pedro (Baixo Guandu), onde fui ordenado diácono. Como diácono, trabalhei aqui na Catedral de Colatina. Aqui fui ordenado padre no dia 20 de novembro de 1999. Com apenas 3 meses de ordenação fui para Linhares, na Paróquia Santíssima Trindade, onde permaneci por quase 09 anos.

Então, assumir uma paróquia como a da Catedral, que é a paróquia “coração” de Colatina, não vai ser novidade para o senhor...
Sempre tem novidade. A Colatina de dez anos atrás era diferente de hoje. Mesmo conhecendo muitas pessoas sempre tem novidade, as coisas mudam com muita rapidez. Mas, neste primeiro ano como pároco, é preciso seguir o ritmo já implantado, para melhor conhecer a realidade da Paróquia. O começo é assim. No começo, nada de grandes mudanças...
É bastante comum ouvirmos que a igreja não deve se meter em política, mas como a comunidade está recebendo a CF 2009, que fala de segurança pública?
A Campanha da Fraternidade surgiu na década de 60, quando a Igreja estava vivendo as mudanças propostas pelo Concílio Vaticano II. As primeiras campanhas da fraternidade contemplaram mais a vida interna da igreja.
Com o passar dos anos, a Campanha adquiriu mais um cunho social, com temas ligados à realidade, como os menores abandonados, os idosos, meio ambiente, drogas, família etc. Este ano o tema é a segurança pública e o lema ‘A paz é fruto da justiça’. A igreja quer debater a segurança pública, com a finalidade de colaborar na criação de condições para que o evangelho seja mais bem vivido em nossa sociedade por meio da promoção de uma cultura da paz, fundamentada na justiça social. E a comunidade está correspon-dendo, com uma participação muito boa.

Quanto à catequese, ainda é difícil compor uma boa equipe de catequistas?
A catequese é uma das equipes onde temos mais dificuldades, pois existe uma grande rotatividade de catequistas. Você nunca tem um grupo de catequistas maduro. Como hoje precisamos de bons professores, profissionais na área de saúde etc, também na Igreja precisamos de pessoas capacitadas e competentes naquilo que fazem. Isso não significa que tenhamos que descartar as pessoas que tem boa vontade, que não tem estudo. Temos que aproveitá-los onde melhor podem produzir. A questão é colocar cada qual em seu lugar, para que a pessoa dê o seu melhor para o Reino de Deus.

E a vocação sacerdotal? Está havendo interesse dos jovens pela vocação sacerdotal?
Nós estamos com os Seminários cheios. Temos uma média de duas ordenações por ano. São oito anos de estudo, alem dos estudos normais da escola, para se formar um padre: um ano de Propedêutico, três anos de Filosofia e quatro anos de Teologia. Formar um padre é um longo processo e um grande desafio para a Igreja. Isso implica em gastos e altos investimentos. Aqui na diocese, a Associação Amigos do Seminário, representa um grande apoio na formação dos futuros padres.
Existe uma seleção para os jovens que queiram ir para o Seminário?
O jovem que manifesta o desejo de ser padre é, em primeiro lugar, acompanhado na Paróquia, pelo seu pároco, e na Diocese, através dos encontros vocacionais e também da equipe de pastoral vocacional. O processo seletivo vai acontecendo ao longo do acompanhamento que ajuda o jovem a discernir qual o chamado que Deus lhe faz. O índice de vocações tem aumentado, porém em nossa Diocese ainda faltam padres.

Padre, como é possível manter os tradicionais valores de família, quando a propaganda, a TV falam alto contra o matrimônio, a fidelidade?
Muita das vezes a sociedade vai na contramão em relação às coisas que a Igreja e a Palavra de Deus orientam. A Igreja tem que ser fiel ao Evangelho, ao que Jesus pregou, ser fiel à sua doutrina, não pode entrar em modismos. O bom católico é aquele que segue as orientações de sua igreja.

O senhor percebe que a Igreja Católica em algum momento perde fiéis?
Isto tem acontecido. Porém, existe também o retorno de fiéis para a Igreja Católica e não apenas a saída de pessoas para as outras igrejas. Estamos presenciando um movimento de retorno nos últimos temos. Em Linhares eu fiz, recentemente, a acolhida de uma família, com oito pessoas, que voltou para a Igreja Católica. Quando a pessoa retorna ela deve ser acompanhada através da catequese e, em um dia de domingo, diante da comunidade reunida, ela faz a profissão de fé, sendo readmitida no seio da igreja católica.

 


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