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Pesquisa aponta que 39% das vítimas fatais no trânsito ingeriram bebidas alcoólicas.(01/10/2009)

Um estudo desenvolvido pelos peritos bioquímicos-toxicologistas do Departamento Médico Legal (DML), da Polícia Civil do Espírito Santo, aponta um dado preocupante em relação às vítimas fatais de acidentes de trânsito. A partir de dados coletados durante 18 meses no Serviço de Laboratório Médico Legal do DML, os especialistas constataram que 39% das pessoas que morreram nas ruas e estradas capixabas tinham álcool no sangue e, destes, 95,6% eram homens.
Na pesquisa “Estudo do perfil das vítimas fatais de acidentes de trânsito no Estado do Espírito Santo e sua relação com a presença de álcool”, os peritos analisaram amostras de sangue de vítimas fatais em qualquer acidente de trânsito e nos quais os corpos foram encaminhados ao DML.
Os especialistas realizaram as análises quantitativas de álcool e coletaram informações de 943 pessoas, com idade acima de 16 anos, durante janeiro de 2008 e junho deste ano. Desse número, 86,5% eram homens e cerca de 36% tinham idade entre 21 a 30 anos. Das amostras coletadas nas 943 vítimas, 371 apresentaram resultado positivo para álcool no sangue, o que representa 39% dos casos.
De acordo com a pesquisa, 51% dos acidentes com mortes foram provocados por veículos automotores; 25% por motocicletas e 24% por atropelamentos. Segundo a perita do DML, doutora Josidéia Barreto Mendonça, uma das profissionais que participaram da pesquisa, o estudo teve como objetivo avaliar a evolução das ocorrências de mortes provocadas no trânsito e o número de resultados positivos para álcool no sangue, correlacionar o efeito da implementação da Lei de “Tolerância Zero”, além de traçar um perfil das vítimas fatais de acidentes no Espírito Santo.
O estudo também apontou que, das vítimas que tinham álcool no sangue, aproximadamente 98% apresentaram uma taxa muito acima do que é permitido pela legislação. “Na pesquisa foi constatado que a maioria das pessoas, que morreram no trânsito e que estavam com alcoolemia positiva, apresentava nível igual ou acima de 2 decigramas (dg/L) de álcool por litro de sangue, ou seja, bem maior do que é definido pela Lei de Tolerância Zero. Desse número, mais de 40% apresentaram 10 dg/L de álcool por litro de sangue”, destaca o perito do DML e também coordenador da pesquisa, doutor Fabrício Souza Pelição.

 


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