“Corre um boato aqui donde eu moro, que as mágoas que eu choro são mal ponteadas...” canta Boldrin. Pra lá de mal ponteada é essa notícia de que um fiscal do Ibama multou um rapaz, no Amazonas, que matou uma sucuri que queria devorá-lo. O jovem matou a cobra que mata suas vítimas por esmagamento, foi multado em R$ 800 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), segundo o site do Senado.
A coisa mereceu até pronunciamento do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) na terça-feira, 10. Ele afirmou que “essa história, ocorrida no Amazonas, é grotesca e acaba por ridicularizar a causa ambiental”.
E a notícia caiu no ouvido de nossos conhecidos filósofos compadres e vice-versa:
- Ara, cumpadi, intonce, pra inconomizá 800 pau, o rapaiz divia tê morrido.
- Poizé! Coisa mais isquisita! Parece qui invertero a orde dos valô: vali mais a vida da cobrona du que a do humirde cabôco da Mazônia.
- Pareci inté mintira, cumpadi.
- Qui paréci, paréci, cumpadi. Mais tumém num paréci, já qui paréci verdade, pois diverso senadô aparteô o, o, o... Cumé que chama o discurso do senadô, cumpadi?
- Pronuçamento.
- Isso! Intonce, cuma ia dizeno, a nutiça paréci verdade pruque otros senadô interrompero o discurso daquel senadô módi apoiá o tar pronunçamento.
- Intonce, cumpadi, a ação do tar fiscar foi mei inzagerada, num foi.
- É! Dá impressão qui o rapaiz foi penalizado pur tê ficado vivo... i ‘morreu’ im 800 mangos.