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Fundador Oswaldo Zanello - ANO XXIV - N.º 1731.

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EDITORIAL - Segurança e bem-estar (10/12/2009)

O fim do ano é marcadopor festividades, mas, sobretudo, pelo encerramento do ano letivo e a consequente chegada das férias; na verdade o início do tempo de melhor aproveitamento do verão.
Estado litorâneo, agraciado com múltiplas e belas praias, o Espírito Santo é um atrativo para os turistas, não só capixabas, mas também os oriundos de outras fronteiras. Nesse sentido, verão, férias e turismo se conjugam com ampla relação de pertinência. E aí entra a contrapartida do Estado, para garantir segurança, de modo que todos possam aproveitar, com tranquilidade, esse tempo tão esperado por tanta gente.
A fim de evitar transtornos, traduzidos em forma de violências, que vão desde o furto até os seqüestros e mortes - que já macularam a paisagem de alguns balneários em outros verões -, é importante que, a exemplo de anos anteriores, sejam implantados esquemas de segurança, inclusive com a integração das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Detran, de modo que essa união de forças, essa ação integrada amplifique o processo e o leque de vigilância, seja nas praias, nas rodovias, nos clubes, nas ruas, nos estabelecimentos...
Tal conjugação de forças se faz necessária pois é preciso – como exercício de civilidade - garantir bem-estar e segurança aos capixabas e visitantes. Isso é especialmente importante, pois quando se recebe alguém, o anfitrião sente-se bem porque o hóspede assim também se sente. Se não se garante seu bem-estar, além da sensação e o clima ruim que ficam, o visitante não retorna.
Daí que todo esforço para preservar a integridade e o bem-estar das pessoas, sejam visitantes ou autóctones, é amplamente salutar. Há que se pensar, ainda, que a educação para o turismo, ou o simples ato de ir e vir, não pode estar dissociada de uma política educacional como um todo, razão pela qual não deve continuar sendo uma ação isolada do poder público.
Assim, para uma ação mais eficiente e eficaz, o esforço terá que ser conjunto, envolvendo a cadeia produtiva do setor, a sociedade organizada e o poder público. Afinal, as conseqüentes ações em relação ao aperfeiçoamento, à segurança e à especialização de serviços, produtos e mão-de-obra proporcionam, naturalmente, melhores resultados para todos.
Importante, portanto, não é apenas policiar e reforçar a estrutura de segurança, mas investir num processo educacional mais amplo, a começar pelo trânsito, passando pela relação de vizinhança e pelo bem cuidar das residências e objetos particulares. Ensina a sabedoria popular que a prevenção é o melhor remédio e que “cerca ruim ensina o boi a ser fujão”. Não se pode, pois, dar “sopa ao azar”, já que este, no mais das vezes, não acontece por acaso, mas por causas.

 


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