A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou, nos dias 8 e 9, a Oficina de Planejamento do Projeto de Organização da Rede de Urgência e Emergência na Macrorregião Centro do Estado. A Oficina foi realizada nas dependências do UNESC em Jacaraípe, município de Serra.
O objetivo do encontro foi elaborar um plano de trabalho executivo, que será colocado em prática nos próximos meses, para organizar toda a estrutura e o fluxo da atenção aos pacientes graves nas instituições públicas de saúde do Espírito Santo.
Deste seminário, serão alinhadas 12 frentes de ação, que vão desde projetos para qualificação da assistência, regulação de leitos, investimento, até educação permanente e melhoria da qualidade dos hospitais. Participaram do evento o secretário de Estado de Saúde, Anselmo Tozi, subsecretários, gerentes, técnicos e consultores da Sesa, que serão os coor-denadores dos projetos e multiplicadores das ações da Secretaria.
Segundo o subsecretário de Estado de Gerenciamento de Projetos, Silvio Machado, a Sesa está buscando organizar a Rede de Urgência e Emergência para melhorar a qualidade dos atendimentos aos pacientes que demandam cuidados de urgência e emergência, diminuindo o tempo de resposta e, com isso, evitando óbitos.
"Não existe uma única receita pronta e acabada para resolver os problemas da urgência e emer-gência, mas as soluções precisam ser exercitadas e construídas em conjunto com todos os entes par-ticipantes, entre eles o Estado, os hospitais filantrópicos e a rede municipal de saúde, definindo e pactuando claramente o papel de cada um no atendimento a ser prestado", disse o subsecretário.
A Rede de Urgência e Emer-gência foi lançada pela Sesa no último mês de dezembro, com a implantação do Acolhimento com Classificação de Risco em sua rede hospitalar. Trata-se de um sistema de atendimento que pri-oriza casos mais graves na rede de urgência e emergência, e que já está sendo utilizado nos prontos-socorros das instituições da rede pública estadual.
Esse sistema funciona da seguinte maneira: cada pessoa que dá entrada no pronto-socorro é avaliada por um profissional, que o classifica em uma cor. A vermelha significa emergência absoluta, com risco imediato de perder a vida; a alaranjada, muito urgente, e risco imediato de perda de função de órgãos ou membros; a amarela, urgente, ou condição que pode se agravar sem atendimento; a verde, pouco urgente, com aten-dimento prioritário em unidades de saúde; e a azul, não urgente, com agenda-mento nestas unidades.
Os hospitais abrangidos pela nova metodologia são o São Lucas (Vitória), Dório Silva (Serra), Infantis de Vila Velha e Vitória, Antônio Bezerra de Farias (Vila Velha), Silvio Avidos (Colatina), Arnizaut Roberto Silvares (São Mateus), além do Centro de Atendimento Psiquiátrico Aris-tides Alexandre Campos. Também serão contemplados os hospitais filantrópicos, os prontos-atendimentos e as unidades de saúde. Todos os serviços implantarão o Acolhimento por Classificação de Risco por meio de uma ferramenta chamada Protocolo de Manchester.