Depois de reclamarem bastante da retranca norte-coreana, os jogadores da seleção brasileira acreditam que terão mais espaço para jogar na partida de domingo contra a Costa do Marfim, e a tática com três atacantes utilizada no segundo tempo da estreia pode entrar em campo novamente.
Ao contrário da Coreia do Norte, que entrou em campo para se defender, inclusive levando o 0 x 0 até o intervalo, a Costa do Marfim tem um estilo de jogo mais ofensivo, com a dupla de atacantes do Chelsea, Didier Drogba e Salomon Kalou, como destaque.
A seleção brasileira, que sob o comando do técnico Dunga tornou-se um time especialista em contra-ataques, mas que repetidas vezes teve problemas para vencer adversários retrancados, espera conseguir aproveitar-se de eventuais espaços abertos pelo time africano.
Em sua estreia no Mundial, na terça-feira, 15, o Brasil teve bastante dificuldade para romper a bem armada defesa da seleção norte-coreana, que disputa um Mundial pela primeira vez desde 1996. A seleção só abriu o marcador 10 minutos depois do intervalo, graças a um chute perfeito do lateral Maicon, que colocou a bola na lateral da rede praticamente sem ângulo.
Para o desportista e presidente da Federação de Futebol 7 Society do Espírito Santo, José Luiz Zouain, “o jogo de estreia é sempre um tanto atípico, devido ao nervosismo, mas jogadores como Kaká e Luiz Fabiano, depois da fraca participação nesse primeiro jogo, precisam mostrar o que sabem, senão teremos poucas chances”. Zé Luiz, porém, acredita no Brasil: “Creio que a seleção se sairá melhor contra a Costa do Marfim. Afinal, a equipe precisa de um bom resultado para seguir confiante na competição”.