O anúncio
O mínimo que se pode dizer sobre o anúncio do tamanho de um boi, publicado no Globo, domingo, referindo-se às novas regras de remuneração da poupança, é que seria cômico se não fosse uma agressão gratuita à inteligência nostra. Dizer que não haverá alteração no rendimento da poupança é tão verdadeiro quanto dizer que a presidenta Dilma apoiará o deputado Tiririca para presidente da República.
A explicação
Ao confiscar os ativos financeiros da população, no início do seu governo, o presidente Collor atirou no que viu e acertou no que não viu. Dona Zélia, o Mantega da época, explicava, explicava e explicava o confisco, e quanto mais explicava menos explicava. Aliás, nem Freud conseguiria explicar esse inexplicável. A exemplo do Mantega (foto) de hoje.
O ajuste
Mas o próprio anúncio do tamanho de um elefante encarregou-se de desmentir-se: “Agora chegou a vez da Caderneta de Poupança se adequar à nova realidade do país”. Ou seja: se ajustar àquilo que os áulicos do poder querem nos enfiar goela adentro: “O Brasil vive um momento histórico de redução de juros”...
A realidade
A realidade, no entanto, é que ‘a realidade’ do governo aparece mal na foto. O analista Ruchir Sharma, da revista ‘Foreign Affairs’, citado por Elio Gaspari, de O Globo, afirma, por exemplo, “que o crescimento da economia brasileira é medíocre, a indústria vai mal, e os preços do andar de cima estão enlouquecidos.”
A pergunta (1)
Dizem que perguntas, e não respostas, é que movem o mundo. O governo assegura que “no primeiro momento não haverá nenhuma alteração na remuneração da poupança”. Pergunta-se: E no segundo momento? E no terceiro? E no quarto? E no quinto?... -, quem assegura? O Tiririca?
A pergunta (2)
Lula ufanava-se de que “nunca na história deste país os bancos lucraram tanto como no meu governo”. Pergunta-se outra vez: o contrário pode acontecer no governo da “afilhada”? Com a
palavra sua excelência, o explicador ministro Mantega...
É isto aí. Vida que segue. Carpe diem, com Jesus Cristo no coração. EL/. Esdras Leonor.