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Fundador Oswaldo Zanello - ANO XXIV - N.º 1731.

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Deputado Federal Paulo Foletto.

ES é o lanterna em recursos federais (27/07/2012)

FN: Muitas pessoas ainda questionam sua desistência para candidato a prefeito de Colatina. Sua atitude foi realmente honrar a promessa de manter até o fim o mandato de deputado federal ?
Paulo Foletto: Em minha primeira entrevista, após o resultado da apuração para deputado federal, em 2010, eu deixei claro que iria cumprir o mandato de deputado federal. É verdade que tive mais de 65% dos votos de Colatina, com significativos 40 mil votos, mas recebi votos em todos os 78 municípios do Estado e pela primeira vez, 60% do total de votos que recebi vieram da confiança e do apoio dos eleitores de outras cidades. Eu tenho uma responsabilidadecom o ES. Para você ter uma ideia em Marilândia, tive mais de 55% dos votos, em Vila Valério mais de 30% e em São Gabriel da Palha 22% dos votos para deputado federal foram para mim. Não poderia ser diferente neste momento. Estou em Brasília para defender o Espírito Santo, o aprendizado é fundamental para o futuro.
FN: Permanecendo em Brasilia, qual será o foco de sua atuação ?
Paulo Foletto: Muitos dos problemas no noroeste Capixaba são de ordem federal. A BR 259, o valor da energia elétrica, a inexistência de telefonia móvel e internet rural, saúde e cooperativismo são temas federais que a região precisa de uma representação em Brasília. Na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCTI) e na Subcomissão de Banda Larga tenho atuado a favor de levar a telefonia móvel e a internet para as áreas rurais do Brasil. Já conversei com o Governadora respeito da possibilidade de isenção do ICMS nas contas de internet e telefonia rural. Com isso a Tim, operadora que venceu o leilão no último lote, poderá antecipar no Espírito Santo a implantação do serviço previsto para o final de 2015. Para você ter uma ideia, apenas 3,33 por cento da população rural do Espírito Santo tem internet móvel. Tenho protocolado um projeto de lei cujo objetivo é universalizar a internet e o celular no Brasil com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações. Esse é um objetivo importantíssimo para o desenvolvimento da educação e da economia brasileira.
FN: O Governador Renato Casagrande subirá no palanque do candidato a prefeito Josias da Vitória ?
Paulo Foletto: O Governador Renato Casagrande não fará palanque para nenhum candidato, o seu objetivo principal é governar. Espero que o vice-governador, Givaldo Vieira tenha a mesma postura e siga o exemplo do Governador.
FN: É notória a falta de sintonia entre o sr. deputado federal Paulo Foletto, e a administração municipal de Colatina. Se o prefeito Leonardo for reeleito, como ficará esse relacionamentopolítico depois das eleições?
Paulo Foletto: Como deputado federal, independentedo prefeito, eu vou sempre trazer recursos federais para Colatina. Este ano direcionei R$ 2.385 milhões para a agricultura,esportes, combate a drogas e infra-estrutura turística do município.O meu compromisso será sempre com a população de Colatina. Minha atuação na ComissãoMista do Orçamento da União (CMO) é de examinar e emitir pareceres sobre projetos de lei relativos ao Plano Plurianal do Governo Federal (PPA). O Espírito Santo é o lanterna nos repasses da União e a CMO é um espaço estratégico para articular investimentos do governo federal para o Estado e para Colatina.
FN: Durante anos fala-se na reforma política no Congresso Nacional, mas nada foi feito até agora. Por exemplo, o que o sr. acha do calendário eleitoral, que prevê pleitos a cada dois anos ?
Paulo Foletto: A Reforma Política está sepultada no CongressoNacional. Sou a favor da unificação das eleições gerais apenas a cada quatro anos. A população está cansada de ir às urnas a cada dois anos. O Estado tem um custo muito elevado e os projetos de infraestruturae sociais param por causa da legislação eleitoral. Isso é um atraso. Outro ponto importante da Reforma Política é o financiamento público exclusivo. Temos que coibir o caixa dois. Sou a favor da proibição de distribuir recursos diretamente aos candidatos. Apenas os partidos e comitês financeiros prestarão conta à Justiça Eleitoral. O financiamento público de campanha elimina o caixa dois que é uma praga na política brasileira. Apenas com a Reforma Política poderemos acabar com a corrupção no meio político. Eu sou titular da CPI do Cachoeira. A corrupção entre empresários e políticos é facilitada pela atual legislação. O contraventor Carlinhos Cahoeira, a empreiteira Delta, o ex-senador Demóstenes e o Governo do Estado de Goiás são um exemplo claro. Mas temos, infelizmente outros com o mensalão do DEM no Distrito Federal e o mensalão do PT que começará, finalmente a ser julgado em agosto. As grandes empreiteiras financiam as candidaturas políticas e depois tomam conta dos Governos. Isso acontece também em Colatina.
FN: Quando a campanha eleitoral estiver a pleno vapor, temas importantes como o fim do Fundap, royalties do petróleo, distribuição do ICMS e conta de energia serão relevados a um segundo plano?
Paulo Foletto: Não, de forma alguma. Estaremos em esforço concentrado para garantir as compensações do Governo Federal com o fim do Fundap. Não tenho dúvida que, a partir de janeiro do próximo ano o capixaba, mais uma vez, vai precisar reinventar os caminhos do desenvolvimento após o Senado, com o apoio do Governo Federal, interromper uma regra tributária que existe no país há mais de 40 anos. Somente em 2011, o ICMS sobre produtos importados rendeu aos 78 municípios mais de R$ 600 milhões, além de R$ 400 milhões para os cofres do Estado. Estamos empenhados desde o começo do mandato em rever o valor da conta de energia elétrica da “Santa Maria”. A sociedade está organizada e mostrou isso na Audiência Pública do último mês aqui em Colatina, exigindo da Agência Nacional de Energia (Aneel) e do Governo Federal solução para essa a redução da tarifa, que tem pesado no bolso dos consumidores, impedindo o crescimento econômico da região. Precisamos ser rápidos. Existe uma distorção tarifária na área de concessão da Santa Maria. A região não consegue receber novos investimentos privados e os atuais querem sair. Vamos conversar com a liderança do PSB para propor que o Governo Federal entre com Medida Provisória que redistribua os subsídios rurais entre todos os brasileiros, e não apenas entre os consumidores da concessão. Os nossos municípios não podem continuar sendo penalizados. Essa é uma luta de mais de 260 mil cidadãos.
FN: O Governo Federal está nas mãos do PT e a administração colatinense também. Qual sua avaliação do discurso petista pregado há décadas? O partido está cumprindo sua cartilha de ética e trabalho?
Paulo Foletto: Não há discurso doutrinário no Partido dos Trabalhadores. O PT se aliou em São Paulo para as eleições municipais deste ano com Paulo Maluf que está sendo procurado pela Interpol. Em Colatina o PT se aliou ao PSDB, adversário histórico do partido. A única coerência do PT é sua manutenção no poder.

Repercursão da pesquisa de A Gazeta

Josias da Vitória
“Tive uma surpresa positiva com a última pesquisa Futura. Os colatinenses ainda desconhecem a minha candidatura a prefeito e, mais do que isso, o apoio de Foletto e de Cirilo de Tarso, que é atual vice-prefeito de Colatina e rompeu com a administração por não acreditar no projeto deles, à minha candidatura. Minha campanha ainda não está na rua, por isso considero um número extremamente satisfatório, se compararmos até mesmo com candidatos de outras cidades na mesma situação que eu. Tenho certeza de que quando a campanha estiver na rua, esse quadro será revertido. Uma campanha não se faz sem apoio. Eu tenho apoios, e apoios de qualidade.”

Leonardo Deptulski
Em declaração exclusiva para a FOLHA DO NORTE, o prefeito Leonardo Deptulski, PT, disse da sua satisfação ao receber o resultado da pesquisa eleitoral que lhe dá a liderança para sua reeleição, com 48,3 por cento contra 27,1 por cento para Josias da Vitória, PDT, da oposição. O prefeito Deptulski diz que “Colatina recuperou seu patrimônio político, com brilhantes colatinenses ocupando postos de importância no Estado, como o Guerino Balestrassi, no Bandes, Tadeu Marino, na Secretaria de Saúde, Marcos Guerra, na Findes, o deputado Genivaldo Lievore e outros”.
“O colatinense aprovou nossa administração” – disse.


Josias da Vitória.

Leonardo Deptulski.
 


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