Ainda não foram enviadas autoridades do governo para explicar à estatal brasileira como ficarão os trabalhos após a nacionalização
Nenhuma autoridade boliviana procurou a direção da Petrobras na Bolívia para explicar como serão os procedimentos ou reiniciar negociações, após o anúncio feito pelo presidente Evo Morales de que as reservas de gás controladas pela brasileira no país seriam nacionalizadas pelo governo local. O presidente da estatal no país, José Fernando de Freitas, disse que a estatal brasileira deve emitir nota à tarde detalhando a estratégia a ser tomada.
“Prefiro não entrar em detalhes sobre avaliação da nacionalização decretada pelo governo boliviano”, disse. O executivo, que participa das conversas com o governo boliviano, também não informou desde quando as conversações foram novamente interrompidas.
Há cerca de dez dias, ele havia comentado que a esperada regulamentação do decreto não marcaria o fim das negociações. “Pelo contrário, a partir daí é que esperamos começar a rodada definitiva de negociações”, disse ao Estado, na ocasião. Até então, o governo boliviano acenava com um tratamento de excepciona-lidade para a estatal brasileira, responsável por mais da metade da produção de gás no país.